segunda-feira, 8 de maio de 2017

23º27'30"

Joaquin Torres-García (1936-esq/1943-dir)


nas costas
pousado plexo perimetral
- que é quando bússola não localiza um norte
º nós que raízes encontram-se sul º
e se faz cordilheira na descida dos cílios -

| destinos levados intrínsecos cá
de constructo colonos caravelas caminhos |

e já que de norte abdicamos
por saber descendência-sur
mulheres fibrosas d'latino-américa
transpassada linha entre trópicos
fermentadas em solos invictos
debulhadas semillas que crescem
a-gracia-das por la vida que ha dado |tanto|
encharcadas lloronas que fridas
escorridas d'aguaceros de mayo
retornadas presuntuosas mujeres

- haja que sul é o que {queira sempre} buscamos

localizo
as
: falésias
: planícies
: florestas

me deparo com
os
: seios dos montes
: rochedos
: sertões

daquele momento em que
tu a b r e - l a r g o os braços
apontando leste-oeste em cada falange d'indicador-e-polegar

/ e eu somente rio
rio
e²scorro
d'um gargalhar que é antigo /

nesse,

amplitude se faz entre guianas e uruguais
entre méxicos e patagônias
entre chihuahuas e ushuaias

é composto
º bússola outra reinventado ponteiro
{ aponte o sur, camarada - há sempre um sul para guiar }
º vejo em face geopolítica que não é mapa
mapa cansou-se de detalhes alinhados
pulou fora
descartou os zênites

e de quebrar compassos que só compõem as retas
| meu eu-afeto
meu interno-prometido
meu diecisiete volver em ciclos |
o que quer mais é deslocar o mundi
transpor cartografias
servir distância dos trópicos somente se for para saber época qual se cresce mais vegetação
florescem mais as camponesas
naturam aos montes gengibres nas beiras
colhemos nos pés de mangueiras as frutas

aí então
verás que
-sim!-
há que tenermos um sur
um sur pras vidas viverem de centro

'inda que bússola
-dessas encontradas pelos aís-
 atraia contrário magnetismo de sempre



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