domingo, 26 de maio de 2013

V FEIRA PAULISTA DE TEATRO DX OPRIMIDX E ARTE POPULAR

Apresentação da cena de Teatro Fórum:

RELAXA AÍ E FAZ O MEU ALMOÇO
Grupo: Trajetórias Feministas – IA – São Paulo
Local: Praça das Bandeiras - Guarujá

Sinopse: A história real apresenta as relações opressoras e sexistas no âmbito familiar. Neste caso, o irmão e o pai de Mandi não estão fazendo nada, mas quem deve sair pra fazer compras e cozinhar para toda/os é a filha. Como podemos identificar a opressão do trabalho doméstico? Quais são as alternativas para que as mulheres consigam dividir as tarefas domésticas de maneira justa? De que maneira o trabalho doméstico e o machismo estão relacionados com a lógica capitalista?

Coringas: Alice Fonseca e Bárbara Esmenia

com: Juliana Solimeo
Xenia Pessoa
Márcia Cristina
Amilton Santos
Laís Cristina Soares
Amanda Monteiro
Mandi Cristina
Yendi Pessoa
Tati Damasceno
Zeca Moisés
Thaís Campos


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ê

cadê muros riscados
cadê rabiscos nas lajes
cadê o furo na testa

cadê a feira que resta
cadê linha-montagem
cadê perus degolados

fura o risco na laje
testa a feira alinhada
esmurrando o rabisco

alinhada resteira
atestando a degola
peru que si peru que no

de lajeiros-feirantes
montadora ou cadê
cadeado cadeira 
fura-cor do bidê

quarta-feira, 24 de abril de 2013

FALA, BÁRBARA, FALA: PROGRAMA UM CERTO OLHAR RECEBE O COLETIVO TRANSITÓRIO DE TEATRO

O programa Um certo olhar, produzido pela Associação Cultural Periferia Invisível (www.periferiainvisivel.com.br), recebe como convidado no mês de março de 2013, o Coletivo Transitório de teatro.




Confiram!

terça-feira, 12 de março de 2013

CHÃO DA MINHA TERRA

Hoje é mais um dia
Fincarei meus dedos no chão da minha terra,
Debulharei o trigo,
Colherei abacates nos pés de manga.

É refazenda.

Não se passa um dia sem que eu,
unhas sujas,
não encare Gaia.

Nenhum dia é passado sem que eu,
pés descalços,
não ouça o retumbar de meu peito.

Aqui ecoam gritos de milhares.

Eu, Anita, a carregar as pedreiras do mundo.
Anita-mulher-rocha-sobre-rocha,
a arder num sol que impede
o rolar das águas de março.

O verão não fechou,
As gotas de chuva secaram,
O salário é minguado e o suor de meu trabalho
não trouxe a revolução.

É novo tempo de espera;
Tempo-sólido-pedra-sobre-pedra

Um martelo que bate,
um facão que atravessa,
uma serra que encerra
os limites da mata espessa.

Semi-árido-extra-seco do sertão
(não era este um país tropical?)

De volta o novo dia:
lá estão meus dedos ásperos a arar a terra

-meus dedos móveis enlameados a cozinhar o trigo esparso do jantar

-Pois venha, Joana, venha comer, minha filha

: mesmos dedos passíveis de apertar o gatilho

: guardo em mim o ímpeto rebelião

: por ora, é torcer para que os milicos não apareçam

: e praticar [tiro ao alvo] sempre

: -Quem disse que os donos da terra vencerão novamente?



terça-feira, 5 de março de 2013

OFICINA TEATRO DO OPRIMIDO - TENDAL DA LAPA

Além da oficina na Oficina Cultural Luiz Gonzaga, eu também ministrarei uma Oficina de teatro do oprimido no Tendal da Lapa:

INICIAÇÃO AO TEATRO DO OPRIMIDO 
Profª Bárbara Esmenia
terças feiras, das 14h às 16h30
início: 19/03/2013 - 30 vagas
idade mínima: 13 anos


Espaço Cultural Tendal da Lapa
rua Guaicurus, 1100
rua Constança, 72

Tel: 3862-1837

Participem!



OFICINA DE TÉCNICAS DO TEATRO DO OPRIMIDO - OFICINA CULTURAL LUIZ GONZAGA

As oficinas culturais do Estado estão com as inscrições abertas:

http://www.oficinasculturais.org.br/

E eu ministrarei uma de Teatro do oprimido na Luiz Gonzaga, a de São Miguel:

OFICINA DE TÉCNICAS DO TEATRO DO OPRIMIDO
Coordenação: Bárbara Esmenia
22/3 a 24/5 – sextas-feiras – 14h15 às 18h15
Público: estudantes de teatro a partir de 13 anos
Inscrições: 25/2 a 13/3
Seleção: aula aberta (15/3 – sexta-feira – 14h15)
15 vagas

A oficina apresenta um panorama do repertório metodológico e das técnicas concebidas por Augusto Boal, tais como teatro-imagem, teatro-jornal, teatro invisível, teatro legislativo e teatro-fórum, culminando com a experimentação de montagem de uma cena de teatro-fórum.

Cursando Artes Cênicas no Senac, Bárbara Esmenia é integrante do coletivo Transitório de Teatro de Rua e do Núcleo do Teatro do Oprimido da Unesp. Seu projeto “Pisando na Lama – teatro ambulante nas comunidades” foi contemplado pelo ProAC e resultou no espetáculo “Minha Vida Ta Bacana?” (2012).


Oficina Cultural Luiz Gonzaga
Rua Amadeu Gamberini, 259 - São Miguel Paulista - Cep: 08010-110 - São Paulo - SP
(11) 2956-2449 / 2058-1200 | luizgonzaga@oficinasculturais.org.br
Funcionamento: Segunda a sexta-feira das 14h às 22h e sábado das 14h às 18h


Ficarei contente com a participação de toda/os, poderemos aprender muito junta/os. Peço a gentileza de divulgarem, obrigada.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O QUE ME ESCAPA


Eu não sei o que de mim me escapa.
Eu, que acredito em tudo.
Eu, que escovo os dentes antes de dormir.
Eu, que frequentei a catequese.
Eu, que votei no referendo passado.
Eu, que escrevi cartas de amor.
Eu, que enviei cartas de amor.
Eu, que não sei o que é o amor.

Correndo pelo mundo no desespero da busca,
Sempre aquela velha melancolia que bate, bate,
pulsa firme pelos troncos que não se limitam aos arbustos.

São troncos meus, tu reparastes?
Não são as velhas árvores da floresta,
são partes de meu esqueleto ainda juvenil que um dia o desgaste o tombará na alcova.

Isso tudo me escapa,
despossui-me,
faz de mim sujeito-EU
- o elo vago de uma tarde de encontro com si mesma.
A vida é.
Não termina.
É muito, eu sei, mas quem disse que não sou simpática aos excessos?

E então, quando acabar, eis que novamente o que é de mim me escapa.
Não posso me segurar por inteira.

Pois vá.
Parta.

Mas não demore pois a vida, sim, agora sei, esta também se finda.