segunda-feira, 13 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
MESA DE DEBATE - ÉPICO E DRAMÁTICO: DUAS ESTÉTICAS EM DISCUSSÃO
Mesa Redonda "Épico e dramático duas estéticas em discussão"
No dia 27/07, às 19h30, será realizado no Periferia
Invisível uma mesa de discussão, que faz parte do processo de montagem
da peça História de Amor, que estreia ainda esse ano na Associação.
A
conversa girará em torno das estéticas/gêneros/formas Épica e
Dramática. Suas relações, oposições, características e afins e contará
com alguns convidados, como Bárbara Esmênia, do Coletivo Transitório, e o
Grupo do Balaio. A mediação fica a cargo de Mariana Cury, diretora do espetáculo "História de Amor".
A participação do público nesse processo de discussão é muito
importante e contribuirá para o entendimento de alguns elementos
presentes no enredo da peça.
A entrada e participação é gratuita, bastando comparecer ao espaço da Associação Periferia Invisível no horário do evento.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
PERCURSOS POETICOS NA METROPOLE - TRAJETO 7: SEM ACENTO
O vento que bate nas folhas.
Meu olhar entre elas busca a recordação de seus olhos que me miravam em um passado recente.
Por vezes, transpus as folhas, busquei o interno das seivas - frio gosmento escorrendo por entre os caules.
Olhe para mim, não abandone este momento.
A noite é plena e a ventania dispara nas luzes um raio que corta o ar ferozmente.
Quem me disse que as coisas não sentiriam o peso de um despertar novamente?
É garota Bárbara, tu pensaste que seria a última vez? Aquela que hoje recordo como a vez das esperanças perdidas?
Não. Acomode-se, ainda é cedo para horizontalizar um coração que segue pulsante.
Pulso constante, em ritmo, não congela.
No momento bate cada-vez-mais-forte-em-um-crescente-que-não-para.
Oh, estou viva! Sinto isso novamente atingindo verticalmente meu coração que por um momento pensou não-mais-nunca sentir-se assim outra vez.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
PENSAMENTOS NOTURNOS
Por vezes, aos poucos, no adentrar da noite, me encontro frente à frente ao que eu deveria ser cotidianamente. Vejo uma mulher, ainda jovem, cabelos desgrenhados, olhos profundos, corpo volumoso.
Uma menina que os anos vão levando e que, aos poucos, carrega seu corpo sem compreender muito bem para que ou, talvez, para quem se destina.
É uma massa disforme que se arrasta pelas ruas, adentra casas, lojas, bibliotecas; mexe-se num cosmo que não lhe pertence.
Os anos parecem-lhe sinônimo de corrupção do espírito, deletério do corpo, danoso à alma.
De quanto em quanto tempo retornarão estes suplícios?
Quantos martítrios perseguirão minha vida ao longo da estreita passagem dos anos?
Antes o pisar de incertezas que por vezes ainda conserva a piedade. Nunca deite em mim verdades absolutistas. Deixe-me viver com as minhas ilusões.
Eu vou viver, eu vou...
terça-feira, 29 de maio de 2012
PERCURSOS POÉTICOS NA METRÓPOLE - TRAJETO 6: REENCONTRO
"Tudo pela arte", certamente alguém já disse.
As panelas, os frascos, os isqueiros, as bobinas.
A arte pelo todo.
O prolongamento de um encontro fortuito no banheiro com alguém que em um passado recente foi por vez um grande amor. Esse alguém que por longas noites pratiquei meu exercício de olhar fundo em sua pele e dediquei-me a exercer naqueles minutos a delicadeza mesclada ao assombro dos gestos de quem se ama.
Esse alguém por quem você indibutavelmente caminharia por toda a universidade, decalça se preciso fosse, para a ela conseguir o volume de um livro; - um texto, um artigo, um conto, um poema, a metade de um único verso que fosse.
Encontro que se arrasta por mais tempo do que deveria durar.
O retorno -Por que sempre eu retorno?
Desta vez, entretanto, houve a concretude mascarada em justificativa: a necessidade de um livro.
Retorno não ao revisionismo a quem se acredita, por vezes, contudo, oras bolas, ainda amar. Mas sim, retorno à necessidade de levar para a casa o exemplar daquele raro livro tão desejado de se alumbrar.
Antes de tudo, há a arte.
Andaria ela por mim descalçada pelos corredores da universidade?
Quem me dera ainda poder responder que sim.
Ah vida que não se reciproca.
Ah atos que não se intercambeiam.
Emoções que não se correspondem.
Por que, meu Deus, por que faz de mim ainda prestativa aos seres que amei(o)?
Por que não me deixas abandonar tal criatura?
Permita a mim praticar meu exercício de alteridade sentindo o mesmo que por mim ela agora sente: a indiferença.
É justamente porque sei que o contrário do amor não é o ódio, e sim esta mesquinha indiferença que deita raízes naquele corpo que um dia afirmou me amar.
Enquanto eu odiar será ainda meu travestimento para com quem contínuo amo. Meu disfarce de carnaval. Pobre menina dando nó no elástico da máscara frente a frente de supetão.
Novamente eu pergunto:
"Por que me abandonaste?"
-para quem acompanha meus Percursos, o de hoje não leva citações pois estou oca de sustentação poética. Seca.
E, talvez, por que não, estou farta de todo o lirismo.
à guisa de não-identificação: o eu-lírico não sou eu!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
CINECLUBE PIPOCA COM BATOM
CINECLUBE PIPOCA COM BATOM
Local Memorial Penha de França: Rua Betari, 560, Penha (próximo ao Metrô Penha)
Filme do Mês:
26/Maio
O PIANO
Direção: Jane Campion
Ano 1993 (Nova Zelândia)
Duração: 121 minutos
Na época vitoriana, quando a Nova Zelândia estava há pouco tempo sendo colonizada, para lá se muda Ada McGrath (Holly Hunter), um mulher que quando tinha seis anos de idade resolveu parar de falar. Ela vai na companhia de sua filha, Flora (Anna Paquin). O motivo de ter ido para lá é que Ada se casou com Stewart (Sam Neill) em um casamento arranjado, já que ela nem conhecia seu noivo. Ada imediatamente antipatiza com Stewart quando ele se recusa a transportar seu amado piano. Stewart negocia o instrumento e o passa para George Baines (Harvey Keitel), um administrador da região. Atraído por Ada, Baines concorda em devolver o piano em troca de algumas lições no instrumento, que Ada daria para ele. Mas estas "aulas" se tornam encontros sexuais cada vez mais intensos, onde Baines pagava Ada com uma ou mais teclas do piano, sendo que o pagamento estava relacionado à intensidade de intimidade proporcionada. Porém, logo esta situação sai do controle, gerando trágicas consequências.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
PERCURSOS POÉTICOS NA METRÓPOLE - TRAJETO 5: DO TEMPO
"Porque isso pode bastar para precipitar todos os rancores e todos os cansaços ainda em suspenso"
O que para hoje sempre pende, pende.
Estado de permanente suspensão.
Antes - ontem - tivesse eu tentado um pulo precipitado e todos os elementos que - hoje - me rodeiam não se chamariam presentes. Talvez insistissem no pouco título de passado remoto. Já era. Zé fi ni.
A diferença de duração e tempo está nos valores atribuídos a cada nomenclatura.
É como se a duração propusesse algo ocorrido antes e a segurança de um depois.
A duração é o entre.
Por sua vez o tempo é o que se presentifica. Ao mesmo tempo, por que não?, em que pode nele ser amontoado o passado.
"O presente é uma mínima partícula que vem empurrada pelo passado e já roendo o futuro"
Tremor perante os roedores.
Quisera eu roer o tempo com tamanha voracidade voluntária. Mas, por vezes, é ele quem me roi, me devora.
Nesse quesito, eu por vezes involuntária.
"O capitalismo é o senhor do tempo, mas tempo não é dinheiro. Isso é brutalidade. O tempo é o tecido de nossas vidas"
O tecido de nossas vidas.
Não, não é dinheiro. Mas como aproveitá-lo?
"Meu tempo?
É quando"
citações:
-O absurdo e o suicídio, Albert Camus
-Matéria e memória, Henri Bergson
-professor Antonio Candido em discurso proferido na inauguração da Escola Nacional Florestan Fernandes
-Oração ao tempo, Caetano Veloso
Assinar:
Postagens (Atom)





